A relação entre os problemas bucais e sistêmicos é muito antiga. Em 1912 o médico Billings apresentou à comunidade médica o termo infecção focal (concentração de bactérias), onde sua proposição era que dentes ou amígdalas infectadas podereiam ser responsáveis pela produção de vários tipos de doenças como artrite, reumatismo, nefrite, endocardite, doenças cardiovasculares, alterações respiratórias, metabólicas, osteoporose, diabetes, prematuridade e baixo peso ao nascimento.
A odontologia volta-se para examinar a possibilidade dos problemas de natureza bucal terem associação causal com problemas sistêmicos. As infecções bucais representam uma carga imunológica e infecciosa que perdura por longo tempo. Esses tipos de infecções representam um risco permanente de bacteremias, bem como um local de produção de susbstâncias pró-inflamatórias, como a proteína C-reativa (PCR), Interleucina 6 (IL6), Fator de necrose tumoral alfa (TNFa), Interleucina 1 beta (IL 1b) e a protaglandina E2 (PGE2) que podem atuar localmente ou à distância, em outros orgãos e sistemas.
Estes mediadores químicos inflamatórios, produzidos pela infecção bucal em resposta a agressão pelos produtos bacterianos, lipopolissacarídeos e fíbrias, se dessiminam através da corrente sanguínea levando a um processo inflamatório generalizado.
Veja o fluxograma abaixo:
Quando estes mediadores são carregados para o coração e vasos sanguíneos, dissovem as estruturas internas causando atrito no fluxo de substâncias dentro dessas superfícies, favorecendo o acúmulo de gorduras, espessamento e endurecimento da parede arterial o que conhecemos por arteriosclerose além de eventos tromboembológicos e infarto. O risco de natureza tromboembólica é devido ao aumento da ciscosidade sanguínea por causa da infecção focal.
A maioria dos abscessos pulmonares é uma complicação da pneumonia por aspiração de germes anaeróbios presentes nas fendas gengivais.












