1.Quero fazer um Implante mas tenho medo, o que fazer?
A instalação de um implante dentário é um procedimento muito simples. Em caso de um implante unitário, não deve levar mais do que 30 minutos. Em geral há apenas um desconforto leve após a colocação de um implante e você poderá trabalhar no dia seguinte. A colocação do implante no osso, impressiona os pacientes, porém é importante dizer que no osso há pouca invervação para dor, sendo apenas a gengiva que traz a sensibilidade, que é facilmente controlada por meio de medicamentos. A sedação consciente pode ser usada para diminuir a ansiedade.
2. São superiores às próteses convencionais?
Certamente são melhores que dentaduras e próteses removíveis ("pontes móveis"). Têm capacidade funcional semelhante às próteses fixas em casos de espaços desdentados relativamente pequenos, mas a opção por um ou outro tratamento deve ser cuidadosamente analisada pelo profissional e em acordo com a solicitação do paciente, pois as situações são muito diversas e impedem a discussão com regras fixas. Nos casos de desdentados totais ou de áreas posteriores a solução com implantes é normalmente melhor do ponto de vista funcional.
3.Qual a chance de um implante dar certo?
Estudos de longa duração demonstraram que certos tipos de implantes apresentam taxas de sucesso acima de 90% nos implantes colocados e taxas superiores a 97% de sucesso das próteses (porque a perda de um implante não significa necessariamente a perda da prótese, pois está apoiada em outros implantes). Este índice de sucesso porém, é médio, e não vale igualmente para todas as regiões da boca. Os índices de falha em desdentados totais inferiores é próximo a 0% (zero por cento) e na região posterior da maxila, com osso pouco denso e após a colocação de implantes curtos (devido aos seios maxilares), a taxa pode chegar a 33%.
4.O que existe de mágico no titânio?
Nada. É um material utilizado em ortopedia há muitas décadas. Simplesmente o titânio não sofre corrosão quando inserido no corpo humano e não apresenta fenômenos de rejeição imunológica, assim como outros metais da mesma família, como o nióbio por exemplo. O sucesso da técnica é devido a um bom conjunto de fatores e estas características do titânio sem dúvida são positivas, mas por si não garantiriam o sucesso do procedimento. O sucesso depende, em suma, do planejamento da técnica cirúrgica (que evita o super-aquecimento do osso), um período de cicatrização sem a colocação das próteses, e uma prótese adequada. Este protocolo para realização dos implantes possui minúcias que não podem ser desprezadas, e um profissional competente e bem treinado na técnica pode alcançar excelentes resultados.
5.Quais os riscos cirúrgicos?
Mínimos. A cirurgia é normalmente realizada com anestesia local e é muito menos traumática do que outros procedimentos cirúrgicos odontológicos, como a remoção de dentes inclusos. O pós-operatório é muito bom e a maioria dos pacientes não relata qualquer incomodo maior. Existe, porém, um certo risco inerente a qualquer intervenção cirúrgica - como infecção pós-operatória, edema demasiado e alguns outros, mas em índices muito baixos e que não contra-indicam a técnica.
6.Existe garantia de sucesso?
A princípio a alta taxa de sucesso é uma boa garantia, mas sempre existe, nos processos biológicos uma certa dose de imponderabilidade. Não há a possibilidade de certeza de absoluto sucesso, mas devido às taxas anteriormente citadas, o desconforto da cirurgia é muito inferior ao benefício de possuir uma prótese fixa, e mesmo nos casos onde ocorre a falha, o procedimento poderá ser refeito.
7.Porque ocorrem as falhas?
A maioria porque o caso não é exatamente indicado para implantes. Tentar a colocação de implantes em casos não favoráveis deve ser uma opção consciente do profissional e do paciente, após a avaliação de todas as alternativas. Algumas falhas porém, ocorrem em casos aparentemente muito favoráveis e é praticamente impossível saber a causa real.
8.Quanto tempo dura um implante? Qual sua vida útil?
Pode-se afirmar que em 95% dos casos, se os implantes não foram perdidos nos dois primeiros anos de uso, durarão por grande parte da vida do paciente.
9.Esteticamente é bom?
Depende muito do sistema utilizado e das condições locais. A estética melhorou muito nos últimos anos. Lembre-se: por melhor que seja o implante e o profissional, o primeiro continua sendo uma prótese, ou seja, a substituição de dentes naturais por artificiais. Expectativa demasiada em relação à implantes é comum mas normalmente é sucedida de uma certa parcela de frustração. Em muitos casos a solução estética é apenas aceitável. O melhor raciocínio é funcional: o implante é muito superior a outros procedimentos de prótese e na ausência dos dentes é o que pode ser realizado de melhor.
10.Devo voltar ao dentista depois de colocar os dentes?
É necessário no mínimo um controle clínico radiográfico a cada ano. É também uma obrigação do paciente comparecer a estes controles.
11.Em relação à capacidade de mastigação, vai melhorar após a colocação de implantes?
Os implantes apresentam resultados funcionais muito superiores aos obtidos por dentaduras e próteses removíveis. Os pacientes que usam dentadura há muito tempo e colocam implante sentem a diferença muito significativa.
12.Se não existir osso suficiente, existem maneiras de aumentar a quantidade de osso disponível?
Sim, Na área da maxila podem ser feitas cirurgias para aumento de rebordo e/ou levantamento do seio maxilar, retirando-se osso do mento (queixo), do ramo da mandíbula ou da crista ilíaca. Na mandíbula o desvio do nervo alveolar inferior também pode ser realizados, mas as seqüelas pós-operatórias deste último diminui sua grandemente sua indicação.
13.Quanto tempo dura uma cirurgia?
Normalmente não passa de uma a duas horas. Em casos excepcionais este tempo pode ser dilatado.
14.Quanto tempo vou ficar sem usar prótese?
No caso do desdentado total, o período restringe-se a 3 a 4 dias após a primeira cirurgia. Na Segunda etapa, quando é feito o acesso aos implantes, o paciente não fica sem a prótese. No caso de próteses parciais, muitas vezes, o paciente não fica dia algum sem prótese.
15.Devo extrair um dente natural para colocar implante?
O dente natural sempre é melhor do que qualquer prótese. Porém, em certas situações em que dentes naturais estão muito comprometidos por doença periodontal, por exemplo, pode-se aventar esta hipótese. Um planejamento global, levantando-se todas as alternativas, inclusive custo, deve ser mandatório. Não há consenso acerca do grau no qual o comprometimento dos dentes torna a colocação de implantes mais vantajosa.
16.Pelo fato de ser um material estranho existem riscos de rejeição ou de contaminação com vírus por exemplo? Como um implante é esterilizado?
Não ocorre rejeição, pois o titânio é um material imunologicamente inerte. Quanto à contaminação, quando ocorre normalmente 'por via cirúrgica e não por falhas do processo de fabricação. Qualquer dos métodos normalmente utilizados para esterilização do implante - estufa ou autoclave - oferecem total segurança.
17.Posso comer de tudo após a colocação das próteses? E se fraturar algum dente da prótese, o implante está perdido?
Não, mas as restrições não são muito severas. Certos alimentos podem fraturar até mesmo dentes naturais. De qualquer forma, uma alimentação com um mínimo de cuidados é suficiente para a preservação dos dentes das próteses suportadas por implantes. Um dado positivo é que o reparo de dentes fraturados é relativamente fácil.
18.E se o implante falhar, qual o melhor procedimento?
Pode acontecer, especialmente em áreas de osso pouco denso e que permitam apenas implantes curtos. É sem dúvida um risco do processo. A melhor alternativa é tentar novamente, principalmente se houver osso suficiente, pois o osso após a remoção do implante tende a se tornar um pouco mais denso. O melhor é não ter pressa excessiva para resolver o problema, que é muito desagradável, mas inerente ao procedimento ainda que não ocorra freqüentemente. Normalmente em áreas de maior risco de perda o paciente deve ser convenientemente avisado previamente à cirurgia.
19.Tenho um dente com uma pequena infecção. Um dentista que fui quer fazer cirurgia na raiz e deixar a coroa como está, outro pensa que é melhor não fazer a cirurgia, e sim, um implante. A diferença de preço é muito grande. Qual seria o melhor método?
As duas alternativas são boas dependendo da indicação. A primeira opção estaria indicada caso a raiz esteja em boas condições de continuar em função. Já a segunda seria melhor caso em casos de raiz fraturada, lesões ou cáries. Hoje em dia existe uma tendência a atuar com implantes, pois sabemos que os tratamentos duram muito tempo e tem resultados previsíveis. Dessa forma o custo/benefício do tratamento compensa.
20.Gostaria de saber se quem tem pré-disposição para placa bacteriana pode fazer implante.
Sim, quem tem predisposição para placa bacteriana e doença periodontal pode sim fazer implantes, desde que o processo esteja controlado.
21.Gostaria de fazer meu tratamento dentário pois sei como isso é importante, mas tenho verdadeiro pavor do tratamento e imagino como deve ser caro.
Nos dias de hoje dispomos dos mais recentes avanços na implantodontia, com valores muito acessíveis. Os tratamentos podem ser parcelados para facilitar o pagamento.











